Arquivo de outubro, 2010

O Servidor

Publicado: 29/10/2010 em Uncategorized
O dia 28 de outubro foi escolhido para a comemoração do Dia do Servidor Público. Intencionalmente, escrevi este texto após sua passagem, para fugir do mau costume de só nos lembrarmos das coisas em suas “datas”. Aniversário, por exemplo, a gente faz todo dia: se estamos vivos, e de preferência bem, é aniversário. Igualmente, não há como se entender que o Natal seja em um dia único, apenas uma virada de noite, um feriado. Essas datas servem como registro comemorativo, mas seu sentido tem de se estender por todo o ano. E não pode ser diferente com o dia do servidor público.

A data me fez recordar uma experiência que tive quando Delegado de Polícia na cidade do Rio de Janeiro, em 1990, isso mesmo, há mais de 18 anos! Atuava na 17ª D.P., em São Cristóvão, uma das áreas mais turbulentas da cidade. Certo dia, durante o plantão, fui atender a um acidente de ônibus. Quando cheguei ao local já estavam lá os Bombeiros, retirando as vítimas de dentro do veículo.

Um Oficial, identificado pelo capacete branco, estava se esforçando ao máximo para ajudar, e o ouvi dizer, ao retirar ele mesmo uma criança toda ensangüentada e em prantos: “Tá vendo Doutor, a gente ganha mal e ainda tem que ver isso, criança sangrando!”. Eu, já chocado com o acidente, como não poderia deixar de ser, também acabei chocado com a frase do Oficial que, apesar do comentário, agia com determinação, segurança e habilidade.

Quis dizer alguma coisa para o homem, mas não logrei sucesso: simplesmente não consegui pensar em nada, dizer nada. A cena e a frase ficaram me acompanhando até que finalmente, com atraso de semanas, consegui resolver o episódio em minha mente.

Não deu tempo para falar para ele, mas compartilho com vocês. Eu queria ter tido tirocínio e tino para dizer ao homem do fogo: “Não, camarada, a gente ganha mal, mas pode ajudar crianças como esta, que está realmente precisando”.

Infelizmente, não falei isto para o Oficial Bombeiro, infelizmente. Mas fica aqui minha opinião sobre o assunto: independentemente de todas as mazelas do serviço público, que incluem a questão vencimental, a falta de meios adequados de trabalho, a dificuldade da premiação do mérito, a punição do demérito etc., o fato é que estamos nele com uma missão. Todos sabem que o governo, comparado à iniciativa privada, é um bom “patrão”, mas muitos servidores vão se esquecendo disso ao longo da carreira.

Esquecemo-nos de que o que temos, e não é pouco, é para servirmos; esquecemo-nos de que nossa relação administrativa com o governo nada tem a ver com nossos deveres com a população; esquecemo-nos de que todo o bem que fizermos, assim como o mal, retornará para nós mesmos multiplicadamente. Esquecemo-nos de que podemos tornar a vida de alguém melhor, ou pior; que podemos ser fonte de alívio e socorro, ou de frustração e infelicidade.

Creio que a expectativa de mudança (para melhor) de nosso país é depositada, em boa parte, nas mãos dos servidores públicos. É por meio de um corpo de servidores competentes, trabalhadores e honestos que se poderá melhorar o funcionamento da máquina pública, reduzir o chamado “custo Brasil”, enfrentar o crime organizado, a evasão de dividas, a informalidade, a concorrência desleal, a sonegação de tributos etc. E o resultado disso será um país mais sério, mais justo, mais decente.

Em paralelo a tudo isso, podemos tornar a vida de alguém melhor. Creio no que diz a Bíblia, sobre “aqueles que trabalharem para o bem dos outros encontrarão a felicidade”. Além das vantagens do cargo é certo que o trabalho digno, por mais modesto que seja, traz um sentido de existência, de utilidade e de cumprimento do dever sem os quais ninguém pode se sentir bem; e com os quais dorme-se muito melhor à noite, no que alguns chamam de “o sono dos justos”.

Acredito numa revolução silenciosa que ocorrerá no país e no serviço público, a partir do metro quadrado de quem ousa. Quem quiser ler mais sobre isso, sugiro http://www.revolucao.info.

Recebam todos os bons servidores minhas congratulações não só por seu dia, mas em especial por sua missão, grave e nobre. E aos que serão servidores, vai o convite para que, ao terem sucesso nas provas e concursos, venham se juntar a uma nova forma de ser servidor. Sempre tivemos grandes servidores públicos e sempre os teremos. Nosso desafio agora é que os bons servidores sejam a imensa maioria. Aqui vai o convite para você fazer parte não só do serviço público, mas do bom serviço público que tanto faz falta a esse país.

Com abraço fraterno,

William Douglas, servidor público

Fonte: www.pciconcursos.com.br

É preciso ter estomago para digitar “acidente de trabalho” no link de imagens do site de busca Google. A quantidade de trabalhadores destroçados é tão grande que faz filmes de terror parecer contos infantis. Os acidentes de trabalho são grandes afluentes de um rio de problemas causados pela falta de concentração.
Falta de concentração, desatenção, distração, cabeça nas nuvens. Existem diversas formas de definir o obstáculo que leva profissionais e estudantes a um mesmo fim, o prejuízo. Do hilário ato de ir ao cômodo vizinho e não se lembrar o que foi fazer ao atraso causado por entrar numa via errada no trânsito de uma grande cidade, o fato é que a falta de concentração limita a ação.
Ser mais concentrado nas tarefas é desejo comum para profissionais e estudantes e não é para menos. Quando a mente está concentrada num único alvo, somos capazes de reduzir em até 80% o tempo despendido. E que mortal não desejaria isso? Ler um livro mais rápido, ser mais preciso na realização dos afazeres e evitar erros tolos dependem da concentração, por isso é preciso entendê-la.
Quando você mergulha nos livros com o objetivo de entender os fundamentos da concentração, acaba inevitavelmente explorando o seu oposto, isto é, a distração. Desbravar terrenos convencionais como os da neurociência e da psicologia beneficiaram minha base teórica, mas nunca me fizeram sentir mais concentrado. Foi pisar no campo de tradições orientais como o Yoga e experimentar práticas do esoterismo que comecei a obter avanços e realmente experimentar a agradável e potente sensação de ter uma mente focada.
Dentre os diversos exercícios que existem nas ciências ocultas, existe um bem fácil e que ajuda a testar o grau de concentração. Respire profundamente algumas vezes ao passo que relaxa cada parte do seu corpo. Quando sentir o corpo bem leve, abra as mãos e imagine-se segurando uma bexiga, leve e flexível. Concentre-se nisso por alguns segundos. Depois, comece a apertar e soltar fazendo movimentos milimétricos. Neste momento algumas pessoas relatam sentir que as mãos não conseguem sair do lugar. No esoterismo, explica-se como a formação de uma massa de energia entre as mãos.
Energia? Bom, não creio que seja fácil ver uma aura ou energia entre as mãos, mas é possível provar que durante o exercício você estava concentrado, especialmente se conseguiu sentir a massa energética. Em caso afirmativo, foi porque estava concentrado apenas em suas mãos. Da mesma forma que ao se concentrar no movimento das mãos, um músico consegue memorizar melhor os acordes de um instrumento, ao focar os movimentos que realiza quando dirige um carro, você curte melhor o veículo e ao escolher se concentrar na leitura você avança neste ato.
Concentração não é um exercício, é uma escolha. Simples assim! Você escolhe concentrar a sua mente numa determinada atividade e por isso a realiza com êxito. Pronto! Se existem ladrões de atenção durante, por exemplo, a leitura de um texto, (telefone, pessoas, campainha e demais interrupções) convenhamos, somos grandinhos o suficiente para entender que tais estímulos devem ser evitados, neutralizados ou simplesmente ignorados.
Portanto, manter a mente focada numa única tarefa nos torna mais rápidos e eficientes. A nossa mente produz distrações, por isso é preciso ser maior do que a mente. E na verdade somos! Por isso seja firme e simplesmente escolha ser mais concentrado.
Texto de: Renato Alves é especialista em Memorização e Recordista Brasileiro de Memória. http://www.renatoalves.com.br

Aulas na TV Justiça

Publicado: 25/10/2010 em Uncategorized

O Saber Direito Aula desta semana tratará do poder de criação e de alteração da Constituição, ou seja, do Poder Constituinte. O Poder Constituinte tem a capacidade de elaborar uma constituição ou alterar a constituição existente, por isso é um poder fascinante.
O curso de cinco aulas é ministrado pelo professor especialista na área, André Alencar dos Santos. “O tema da criação e alteração da Constituição envolve os campos da política e do jurídico. Da política porque ao criar uma nova constituição é um poder excepcional que não se submete ao direito existente, ao contrário, define com base em critérios políticos, qual o direito será válido dali em diante. E é relevante ao estudo jurídico, porque quando esse poder tem a intenção de reformar a Constituição já se sujeita às regras jurídicas estabelecidas.”
Na primeira aula o professor irá falar sobre o Poder Constituinte Originário, ou seja, o poder de criar a Constituição, seus tipos, suas formas de atuação, suas características. Na segunda aula abre-se espaço para o tema do Poder Constituinte Derivado, também analisando seus tipos e características. A terceira aula é dedicada ao estudo da Revisão Constitucional, que foi prevista como processo especial de alteração da Constituição. A quarta aula aborda o tema das Emendas Constitucionais, o processo e os limites para a alteração formal da Constituição. Por fim, a quinta e última aula, será sobre as mutações constitucionais, fenômeno de alteração informal da Constituição.
Quem quiser participar das gravações do programa, basta entrar em contato pelo e-mail: saberdireito@stf.jus.br
E mais! O Saber Direito também está no YouTube. Para assistir às aulas, basta acessar: www.youtube.com/saberdireitoaula.

Bons estudos.

Software livre

Publicado: 21/10/2010 em Uncategorized
Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído sem restrições. O conceito de livre se opõe ao conceito de software restritivo (software proprietário), mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível.

Definição

Um software é considerado como livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários do software definidas pela Free Software Foundation:
A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade n.º 0);
A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade n.º 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
A liberdade de redistribuir, inclusive vender, cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade n.º 2);
A liberdade de modificar o programa, e liberar estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade n.º 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
A liberdade de executar o programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em quantas máquinas quiser, em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem nenhuma restrição imposta pelo fornecedor.
A liberdade de redistribuir o programa compilado, isto é em formato binário, necessariamente inclui a obrigatoriedade de disponibilizar seus códigos-fonte. Caso o software venha a ser modificado e o autor da modificação queira distribuí-lo, gratuitamente ou não, será também obrigatória a distribuição do código fonte das modificações, desde que elas venham a integrar o programa. Não é necessária a autorização do autor ou do distribuidor do software para que ele possa ser redistribuído, já que as licenças de software livre assim o permitem.
Para que seja possível estudar ou modificar o software (para uso particular ou para distribuir) é necessário ter acesso ao código-fonte. Por isso a disponibilidade desses arquivos é pré-requisito para a liberdade do software. Cada licença determina como será feito o fornecimento do código fonte para distribuições típicas, como é o caso de distribuições em mídia portátil somente com os códigos binários já finalizados (sem o fonte). No caso da licença GPL, a fonte deve ser disponibilizada em local de onde possa ser acessado, ou deve ser entregue ao usuário, se solicitado, sem custos adicionais (exceto transporte e mídia).
Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre.
A maioria dos softwares livres é licenciada através de uma licença de software livre, como a GNU GPL, a mais conhecida.

Software Livre e Software em Domínio Público

Software livre é diferente de software em domínio público. O primeiro, quando utilizado em combinação com licenças típicas (como as licenças GPL e BSD), garante a autoria do desenvolvedor ou organização. O segundo caso acontece quando se passam os anos previsto nas leis de cada país de proteção dos direitos do autor e este se torna bem comum. Ainda assim, um software em domínio público pode ser considerado como um software livre.

Software Livre e Copyleft

Licenças como a GPL contêm um conceito adicional, conhecido como Copyleft, que se baseia na propagação dos direitos. Um software livre sem copyleft pode ser tornado não-livre por um usuário, caso assim o deseje. Já um software livre protegido por uma licença que ofereça copyleft, se distribuído, deverá ser sob a mesma licença, ou seja, repassando os direitos.
Associando os conceitos de copyleft e software livre, programas e serviços derivados de um código livre devem obrigatoriamente permanecer com uma licença livre (os detalhes de quais programas, quais serviços e quais licenças são definidos pela licença original do programa). O usuário, porém, permanece com a possibilidade de não distribuir o programa e manter as modificações ou serviços utilizados para si próprio.

Venda de Software Livre
As licenças de software livre permitem que eles sejam vendidos, mas estes em sua grande maioria estão disponíveis gratuitamente.
Uma vez que o comprador do software livre tem direito às quatro liberdades listadas, ele poderia redistribuir este software gratuitamente ou mediante remuneração. As versões pagas geralmente são acompanhadas de algum tipo de serviço adicional, como direito a assistência técnica por determinado período e manuais, por exemplo. Muitas vezes comprar o software é mais vantajoso para o cliente final que não tem muita experiência em programação, poupando tempo.
Fonte: wikipedia.com
O governador do DF autorizou, nesta terça-feira (19 de outubro de 2010), a realização de três Concursos Públicos para a área de Segurança Pública. As novas vagas são para Perito Criminal da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Agente Complementar de Segurança Pública e Oficiais Militares de Saúde.

Além disso, ele sancionou, parcialmente, o Decreto-Lei 1.635/2010, que altera a nomenclatura da função de Técnico Penitenciário para Agente de Atividades Penitenciárias. Essa era uma reivindicação antiga da classe.

Cinco emendas de origem do legislativo local foram vetadas pela presença de vício de iniciativas. Entretanto, o governador solicitou que seja criado um grupo técnico para rever a natureza das emendas de modo a extinguir os vícios.

Mais informações através do endereço eletrônico http://www.agenciabrasilia.df.gov.br.

Todo mundo já se pegou estudando sem a menor concentração, pensando nos momentos de lazer, como também já deixou de aproveitar as horas de descanso por causa de um sentimento de culpa ou mesmo remorso, porque deveria estar estudando.

Fazer uma coisa e pensar em outra causa desconcentração, estresse e perda de rendimento no estudo ou trabalho. Além da perda de prazer nas horas de descanso.
Em diversas pesquisas que realizei durante palestras e seminários pelo país, constatei que os três problemas mais comuns de quem quer vencer na vida são:

•medo do insucesso (gerando ansiedade, insegurança),
•falta de tempo e
•”competição” entre o estudo ou trabalho e o lazer.
E então, você já teve estes problemas?

Todo mundo sabe que para vencer e estar preparado para o dia-a-dia é preciso muito conhecimento, estudo e dedicação, mas como conciliar o tempo com as preciosas horas de lazer ou descanso?

Este e outros problemas atormentavam-me quando era estudante de Direito e depois, quando passei à preparação para concursos públicos. Não é à toa que fui reprovado em 5 concursos diferentes!

Outros problemas? Falta de dinheiro, dificuldade dos concursos (que pagam salários de até R$ 6.000,00/mês, com status e estabilidade, gerando enorme concorrência), problemas de cobrança dos familiares, memória, concentração etc.

Contudo, depois de aprender a estudar, acabei sendo 1º colocado em outros 7 concursos, entre os quais os de Juiz de Direito, Defensor Público e Delegado de Polícia. Isso prova que passar em concurso não é impossível e que quem é reprovado pode “dar a volta por cima”.

É possível, com organização, disciplina e força de vontade, conciliar um estudo eficiente com uma vida onde haja espaço para lazer, diversão e pouco ou nenhum estresse. A qualidade de vida associada às técnicas de estudo são muito mais produtivas do que a tradicional imagem da pessoa trancafiada, estudando 14 horas por dia.

O sucesso no estudo e em provas (escritas, concursos, entrevistas etc.) depende basicamente de três aspectos, em geral, desprezados por quem está querendo passar numa prova ou conseguir um emprego:

1º) clara definição dos objetivos e técnicas de planejamento e organização;

2º) técnicas para aumentar o rendimento do estudo, do cérebro e da memória;

3º) técnicas específicas sobre como fazer provas e entrevistas, abordando dicas e macetes que a experiência fornece, mas que podem ser aprendidos.

O conjunto destas técnicas resulta em um aprendizado melhor e em mais sucesso nas provas escritas e orais (inclusive entrevistas).

Aos poucos, pretendemos ir abordando estes assuntos, mas já podemos anotar aqui alguns cuidados e providências que irão aumentar seu desempenho.

Para melhorar a “briga” entre estudo e lazer, sugiro que você aprenda a administrar seu tempo. Para isto, como já disse, basta um pouco de disciplina e organização.

O primeiro passo é fazer o tradicional quadro horário, colocando nele todas as tarefas a serem realizadas. Ao invés de servir como uma “prisão”, este procedimento facilitará as coisas para você. Pra começar, porque vai levá-lo a escolher as coisas que não são imediatas e a estabelecer suas prioridades. Experimente. Em pouco tempo, você vai ver que isto funciona.

Também é recomendável que você separe tempo suficiente para dormir, fazer algum exercício físico e dar atenção à família ou ao namoro. Sem isso, o estresse será uma mera questão de tempo. Por incrível que pareça, o fato é que com uma vida equilibrada o seu rendimento final no estudo aumenta.

Outra dica simples é a seguinte: depois de escolher quantas horas você vai gastar com cada tarefa ou atividade, evite pensar em uma enquanto está realizando a outra. Quando o cérebro mandar “mensagens” sobre outras tarefas, é só lembrar que cada uma tem seu tempo definido. Isto aumentará a concentração no estudo, o rendimento e o prazer e relaxamento das horas de lazer.

Aprender a separar o tempo é um excelente meio de diminuir o estresse e aumentar o rendimento, não só no estudo, como em tudo que fazemos.

Fonte: William Douglas
Nas grandes capitais tem acontecido um fato interessante com relação a muitos estudantes que concluem o ensino médio: estão priorizando preparar-se para concursos públicos e deixando para depois o sonho universitário. Esse comportamento novo pode ser entendido como resultado de uma visão prática e objetiva, uma estratégia para inserção no mercado profissional.

Todos os anos, centenas de milhares de vagas no serviço público são abertas para candidatos com nível médio de escolaridade. Para ocupar uma dessas vagas, o candidato não precisa ter experiência profissional anterior, sendo-lhe exigido apenas passar e ser classificado nas provas de seleção, que para ele funciona como um vestibular ao primeiro emprego. Essa constatação transformou-se em ponto de partida para seu raciocínio (o dele e o do leitor).

Para concluir uma faculdade e entrar no mercado de trabalho, são necessários em média sete anos, dos quais cinco para terminar o curso e dois para conseguir uma vaga, que, por ser início de carreira, oferece um salário em torno de mil a mil e duzentos reais. Sete anos para mil a mil e duzentos reais por mês. No serviço público, existem vagas para candidatos de nível médio com vencimentos de três, quatro, quatro mil e quinhentos… reais por mês.

Há uns dois anos, foi divulgada pesquisa na grande imprensa de São Paulo e do Rio, segundo a qual, para passar num concurso público, os estudantes frequentavam um cursinho por um período médio de quatro anos. A divulgação dessa pesquisa mostrava então que, pela via do concurso público, o jovem ganhava em média três anos no caminho que o conduzia ao trabalho. Três anos de esforço a menos para começar com um ganho de três vezes mais, sem contar com a estabilidade no emprego, o status, a respeitabilidade e outras vantagens agregadas.

Hoje, já se criaram novos conceitos, tecnologias e programas de preparação, que reduzem bastante o tempo de estudo do candidato até sua aprovação no concurso desejado. Uma das novas ferramentas é a engenharia didática, que, com base nas questões cobradas nos últimos certames e nos percentuais de incidência de cada ponto do programa nas referidas provas, organiza cientificamente as apostilas de estudo e respectivos exercícios, de tal forma que o tempo do aluno é direcionado para alcançar o maior número de acerto nas questões propostas. Outra é o gerenciamento de estudo, que permite ao aluno de um curso presencial chegar em casa, entrar no site do curso e receber uma lista de questões dos últimos concursos, todas elas concernentes às aulas ministradas naquele dia específico. O aluno, ao respondê-las, retroalimenta o sistema de controle que, além de lhe dizer o grau de aproveitamento, fornece dados à coordenação para permitir-lhe alertar o professor sobre a necessidade de reforçar este ou aquele ponto do programa. Já existem também aulas de teoria e reforço online, que permitem ao aluno, em qualquer tempo, em qualquer lugar, fazer o professor repetir a explicação tantas vezes quantas necessárias ao bom entendimento. Essas aulas se tornam tão mais eficientes na medida em que oferecem tutoria online, um recurso que proporciona ao aluno, ao final de esgotados todos os mecanismos, escrever sua dúvida específica diretamente para o professor e dele receber resposta e orientação adequadas.

Tem sido impressionante ver como a internet veio contribuir com o ensino-aprendizagem, quer em ambiente puramente cibernético ou online, quer somando-se às técnicas tradicionais de sala de aula. A rigor, no mundo de hoje, os colégios, cursos e faculdades não mais podem se limitar às aulas presenciais… todos estão irremediavelmente compelidos a oferecer a seus alunos recursos e instrumentos de otimização, aceleração e multiplicação do conhecimento, muitas das vezes em tempo real.

Por isso, o tempo médio de preparação e aprovação do candidato a um concurso público caiu, no mínimo, pela metade, sendo perfeitamente normal o aluno sair do nível médio, preparar-se para um concurso e, dois anos depois, estar trabalhando e ganhando por mês entre três e cinco mil reais. Então, com uma boa remuneração, com seu carro e independência, pode, com tranquilidade e mais prazer, dedicar-se ao curso universitário.

Até mesmo nos ambientes universitários, muitos estudantes estão descobrindo que trancar a matrícula, preparar-se, passar em um concurso de nível médio e voltar à faculdade permite-lhes ganhar alguns anos na vida profissional. Outros conseguem cursar simultaneamente a faculdade e um preparatório para concurso… mas todos estão percebendo que existe uma importante alavanca que lhes permite acelerar a ocupação do mercado de trabalho e lhes antecipa o amadurecimento profissional, sendo essa importante alavanca o instituto do concurso público.

Fonte: http://www.vestcon.com.br